A tontura e a vertigem são distúrbios de orientação espacial e percepção de movimento, com a ilusão de um movimento rotatório que pode afetar objetivamente a capacidade de alcançar um olhar estável, a postura e o andar.
Esses sintomas têm uma alta prevalência nos idosos, em torno de 38%, e acima de 85 anos pode chegar até 50%. Isso potencializa a chance de quedas, que hoje é o principal fator de morbimortalidade em idosos, podendo gerar uma fragilidade importante e agravar outros fatores que cursam com a perda da autonomia e mobilidade, incapacidade, institucionalização e até óbito.
A degeneração, relacionada à idade, de diferentes estruturas neurais afeta o equilíbrio, contribuindo para a evolução desses sintomas.
Assim, para manter o equilíbrio, o cérebro usa todas as pistas sensoriais disponíveis dos insumos vestibulares, visuais e proprioceptivos, que por sua vez são integrados pelo sistema nervoso central para executar respostas motoras adequadas.
Portanto, se algo não está em perfeita sincronia e funcionamento, pode desencadear os sintomas de tontura e vertigem.
Por isso, a importância da investigação clínica completa, exame físicos, laboratoriais e de imagem para diagnóstico e tratamentos adequados.
As principais causas de tontura em idosos são:
- Doenças do sistema vestibular: tonturas por alteração de posição do corpo ou da cabeça, doença de Meniere, neurite vestibular;
- Doenças psiquiátricas: pânico, ansiedade, depressão;
- Doenças cardiovasculares: arritmias, enxaquecas, infarto;
- Doenças neurológicas: traumatismo craniano, Parkinson, esclerose múltipla, lesões no cerebelo;
- Diabetes;
- Desidratação;
- Anemia;
- Problemas nos músculos, articulações, reflexos e postura;
- Efeitos colaterais de medicamentos (diuréticos, benzodiazepínicos e betabloqueadores);
- Alterações da visão: glaucoma, degeneração macular, retinopatia diabética;
- Hipotensão Postural Ortostática