Geriatria

Dor Crônica

“Dor é uma sensação ou experiência emocional desagradável, associada ao dano tecidual real ou potencial.”

Trata-se de uma manifestação subjetiva, que envolve mecanismos físicos, psíquicos e culturais. Nos idosos, afeta entre 25% e 50% da população.

A dor é considerada crônica quando recorre ou persiste por mais de 3 meses, quando persiste após 1 mês de resolução de uma lesão tecidual aguda ou quando acompanha uma lesão que não pode ser curada.

A dor crônica pode afetar qualquer pessoa, independentemente da idade, sexo ou raça. A prevalência é maior nas mulheres e na população idosa.

Devido às alterações fisiológicas do envelhecimento, idosos têm menor sensibilidade a estímulos dolorosos, assim, é provável que quando eles se queixam da dor, a intensidade seja potencialmente mais alta.

A dor é experimentada e interpretada de forma individual e deve ser investigada e tratada também assim, analisando cuidadosamente os fatores individuais de cada um.

Pessoas com a mesma condição física podem relatar dor com diferentes características, e uma mesma pessoa pode descrever sensações diferentes ao longo do tempo. 

A dor pode gerar incapacidades e limitação funcional, com prejuízo à independência do idoso. Com isso, o sentimento de inutilidade, a depressão e o isolamento social são sérias consequências da dor crônica. 

Nessa faixa etária, existem vários fatores que podem gerar impacto diário na qualidade de vida e fazer com que a dor seja um fator limitante das suas atividades cotidianas, além de uma razão de piora das comorbidades acumuladas ao longo da vida.

Essas pessoas apresentam limitações do movimento, perda de força muscular, incapacidade e, consequentemente, piora da qualidade de vida. 

Nenhum tipo de dor deve ser definido como “normal” do envelhecimento.

Mesmo quando não se pode curar a causa da dor, resolvendo-a em definitivo, muito pode ser feito para amenizá-la e tornar esse processo mais ameno. 

Tratar a dor crônica em idosos deve ser sempre considerada uma urgência para o médico, pois essa queixa compromete diretamente a qualidade de vida da pessoa e é um preditor importante de sobrevida.

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